Todas aquelas noites solitárias,
quando nossas asas doíam demais
para alcançar quaisquer relentos,
já têm seus obituários prontos?
Vendemos histórias cujas morais
nunca sequer cogitamos para nós
e as publicamos em lápides singelas
de sentimentos natimortos.
No meio do caminho, entre um porém
e um entretanto, por ali, aprendemos.
Transformamos epitáfios sinistros
em inspiração neófita nesse mundo
tão cheio de ideias aleatórias:
em amores eternamente declarados.
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domingo, 20 de outubro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
domingo, 9 de dezembro de 2012
Resignação
Deixei um lápis rascunhar meu dia
quando você atravessou o batente
para uma terra ampla, terra quente,
onde o sonho jamais morreria.
Sonho que me veio tarde da noite
avisar que seus passos cansados
passeariam pelo acaso praticado
em centenas de sessões de açoites.
Ouvi as músicas favoritas
recordando sorrisos com sono,
escrevi palavras esquisitas
relembrando tudo o que não deu,
que cada tempo só serve a um dono
e que seu tempo nunca foi o meu.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Embrulho
Embrulhei seu sorriso numa folha,
não numa folha enfeitada,
mas numa folha singela e pacata,
numa sulfite velha e amassada.
Bagagem nas costas, sai à rua
com um embrulho no bolso do paletó
e a ambiguidade referente a troca
que aperta com desdém meu peito.
E o pacote amassava mais a cada vez
que o apresentava a prostitutas
e executivos que se proliferavam
no meu horizonte atormentado.
Cada vez menos desejável,
desejei o envelope para mim,
como nunca antes. Desejei-o
dentro de mim, parte de mim.
Constrangido, vaguei por alamedas
e ruas mil, de havaianas e pantufas,
sem abrir o envelope que me sela
entre o céu e o asfalto quente do inverno.
E enquanto o alcool de meu sangue
é inflamado pelo calor do chão,
uma folha amassada em branco
me mantém vivo, medíocre.
sábado, 7 de julho de 2012
Redenção
Que é que encontra meus olhos
neste entardecer nublado
que os faz brilhar em frágil
e calmo contentamento?
Que toque é esse, que de etéreo
parece-me inexistente,
que de perfeito se faz
tão grotesco e tenro incômodo?
Quero libertar minha alma,
encontrar-me entre as correntes
de teu cheiro e teu sorriso,
no cárcere de teu olhar
apodrecer através
de anos e anos e anos e anos.
E onde foi que te escondeste?
Minha terna redenção
esticou suas pequenas
asas, soltando as penas
que acariciam meu rosto
com angelical cuidado,
e partiu, sem deixar rastros.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Rascunho
Era tudo tão pálido...
A esqualidez imoral da luz solarbanhava a vastidão vazia da vida,
derramava gotas de luz entre nuvens,
árvores, carros e pessoas,
manchando as sombras de meu caminho.
Cores liquefeitas embaralhavam-se
em meu olhar cansado,
confundiam o toque de meus dedos
que apalpavam-nas a sua procura,
de norte a sul a centro a sul e sul,
toque afoito na desesperança de não lhe ter
por um dia a mais que fosse,
por um segundo a mais que passasse
sentindo o suor frio escorrer por meu corpo.
E a palidez se dissipou aos poucos,
enquanto a distância desaparecia
afugentada pelo imponente céu azul
e adereços crepusculares inéditos,
dos quais coroei teu sorriso sincero
e teu abraço inquieto.
E foi tudo tão cálido...
domingo, 21 de novembro de 2010
Tão, tão distante...
Quando o amanhecer preludia o dia ainda por vir,
os olhos insones contemplam este inferno:
o meu acordar sem sentir teu corpo bulir,
a tua respiração quente e o teu toque terno.
Se fosses tu desnecessária ao meu viver,
se fosses tu somente a feliz ilusão,
poderia desfazer-me de meu bem-querer
e ansiar por minha auto-destruição.
Forjado no sangue carmesim pelo fogo,
o duelo da paixão e da dor forma um jogo
cujo vil dever é fazer sacrificar
Cada parte desta nossa ingênua saudade,
que, sabemos, é maior que a realidade,
como este amor que nos permite respirar.
os olhos insones contemplam este inferno:
o meu acordar sem sentir teu corpo bulir,
a tua respiração quente e o teu toque terno.
Se fosses tu desnecessária ao meu viver,
se fosses tu somente a feliz ilusão,
poderia desfazer-me de meu bem-querer
e ansiar por minha auto-destruição.
Forjado no sangue carmesim pelo fogo,
o duelo da paixão e da dor forma um jogo
cujo vil dever é fazer sacrificar
Cada parte desta nossa ingênua saudade,
que, sabemos, é maior que a realidade,
como este amor que nos permite respirar.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Rétribuer
Porto inseguro que me tornei,
o sorriso da boca lhe fugiu
com as memórias suas
de ausências minhas,
estas das quais eu era o rei
que lhe tomava o corpo servil.
Se de suas mágoas fiz o meu desejo,
mais ainda alimentei-me do teu prazer,
fui a formiga e você, a rainha,
que coroada da própria tirania
fez do amor para ruína o ensejo,
l'opportunité de ne pas récompenser...
o sorriso da boca lhe fugiu
com as memórias suas
de ausências minhas,
estas das quais eu era o rei
que lhe tomava o corpo servil.
Se de suas mágoas fiz o meu desejo,
mais ainda alimentei-me do teu prazer,
fui a formiga e você, a rainha,
que coroada da própria tirania
fez do amor para ruína o ensejo,
l'opportunité de ne pas récompenser...
domingo, 24 de outubro de 2010
Transição
Fiz de teu sorriso
minha mais pura alegria.
Fiz de tua virtualidade irreal
a presença onipresente
em meu escuro viver.
Nos dias da pulsante solidão,
escondido fora dos mapas,
fora do ar e do radar,
teu perfume ideal me consome,
dá-me o norte e o sentido.
Meu querer se tornou absorto
em tuas linhas perfeitas,
absoluto em tua posse.
inexistente em tua ausência...
minha mais pura alegria.
Fiz de tua virtualidade irreal
a presença onipresente
em meu escuro viver.
Nos dias da pulsante solidão,
escondido fora dos mapas,
fora do ar e do radar,
teu perfume ideal me consome,
dá-me o norte e o sentido.
Meu querer se tornou absorto
em tuas linhas perfeitas,
absoluto em tua posse.
inexistente em tua ausência...
sábado, 9 de outubro de 2010
Em um reino muito, muito distante...
E agora?
Onde foram os dias
em que sonhava apaixonado
com teus olhos e teu toque?
Onde te escondeste,
fugida de meus abraços?
Onde coloquei minha cabeça?
Troquei esperanças
por nossa felicidade,
troquei este coração meu
por carregar maravilhado
um pequeno pedaço do teu.
Onde foram os dias
em que sonhava apaixonado
com teus olhos e teu toque?
Onde te escondeste,
fugida de meus abraços?
Onde coloquei minha cabeça?
Troquei esperanças
por nossa felicidade,
troquei este coração meu
por carregar maravilhado
um pequeno pedaço do teu.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Dois
Mil invernos passariam por nós
e os medos dos erros ecoariam.
Nossos gritos soam juntos no instante
memorável dentro destas memórias...
Descontruo minha vida tão incógnita
por sobre a tua em portentosa união,
unidade divina esplendorosa,
equilíbrio acalorado contente
da dualidade única e amorosa
de nossa existência tão ímpar quanto ávida,
do sonho perfeito de tua paixão...
e os medos dos erros ecoariam.
Nossos gritos soam juntos no instante
memorável dentro destas memórias...
Descontruo minha vida tão incógnita
por sobre a tua em portentosa união,
unidade divina esplendorosa,
equilíbrio acalorado contente
da dualidade única e amorosa
de nossa existência tão ímpar quanto ávida,
do sonho perfeito de tua paixão...
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Meu
Tal qual só poderia ser meu,
abstração encantadora possessiva...
Tais linhas só poderiam ser tuas,
adoração silenciosa toda minha...
abstração encantadora possessiva...
Tais linhas só poderiam ser tuas,
adoração silenciosa toda minha...
sábado, 4 de setembro de 2010
O luto e o tempo
Ela chorou quando caiu finalmente em si. Ele, imóvel, encarava o teto, de braços cruzados, sentindo as mornas lágrimas serem derramadas sobre sua face. Todos seus desejos haviam se condensado num momento amorfo dissipado entre seus dedos quando foi agarrado. Os dois eram um dividido por dois, e todos sabem, meu amigo, que cortar um em dois não forma dois uns. A mão dela apertava a dele, inerte. Por mais que fosse triste, para ele tudo era somente insípido. A maquilagem borrada pela água salgada, as roupas pretas, as cabeças abaixadas.
O desprezo nos olhos do homem pálido era compensado pelo arquétipo mal formado de amor nos dela. Ele também estava de luto, só não entendia o porquê. Ela era tanto e tão insignificante ao mesmo tempo. Ele enxergava ingratidão nos olhos dela. Ela enxergava medo nos dele. Ela segurava, ele desvencilhava-se sem se mexer. Ela queria desaparecer no vazio de seus sentimentos. Ele havia desaparecido. O tempo é inseparável da vida, mas o contrário não é recíproco. Ele é o tempo, ela é a vida. Ele a acompanha, de longe, olhando os tropeços e as aberrações. Ela se apega ao que conhece e o teme, pois ele veio, vem e sempre virá.
Mas o tempo passa, e quando a vida percebeu, já havia passado tempo demais, meu amor.
Quando a vida percebeu, o tempo era de outra vida.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Bem antes da salvação
Se aqui te chamo de musa,
comprovo os pontos de vista,
meu, do talentoso Nattier
e dos ideais perpétuos
da beleza tão perfeita.
Se dos teus passos as flores,
as mais belas flores, surgem,
a fantasia dos sonhos
faz desta vida a alegria,
pois tenho a felicidade
nos braços da minha Tália.
comprovo os pontos de vista,
meu, do talentoso Nattier
e dos ideais perpétuos
da beleza tão perfeita.
Se dos teus passos as flores,
as mais belas flores, surgem,
a fantasia dos sonhos
faz desta vida a alegria,
pois tenho a felicidade
nos braços da minha Tália.
sábado, 14 de agosto de 2010
Escolhas cegas
O carrossel corre inquieto,
suas belas engrenagens
contam com a eterna chuva do tempo,
para prosseguirem com este movimento
confuso, atordoado...
Sobre os cavalos coloridos,
branco, vermelho, preto e baio,
sentei-me a espera da revelação,
aguardando a iminente chegada.
Chegada esta incógnita,
anjos ou demônios, qualquer um,
cairiam sobre mim.
A fúria ou a paz, ou seria, talvez,
a paz ou a fúria?
A luta atormenta a placidez
de uma mente cujo descanso é negado,
por seres celestiais ou infernais,
de olhos azuis ou muito verdes,
dedicando o tempo eterno do carrossel
para tamanha jornada.
E se o anjo tivesse na sua ternura
horário marcado, terreno delineado,
não seria melhor repousar na dedicação
incansável da tortura ininterrupta,
das colisões infernais de pensamentos,
sentimentos e fugas esquecidas,
esquecidas no tempo
em que o carrossel era um brinquedo
e o tempo, um relógio?
suas belas engrenagens
contam com a eterna chuva do tempo,
para prosseguirem com este movimento
confuso, atordoado...
Sobre os cavalos coloridos,
branco, vermelho, preto e baio,
sentei-me a espera da revelação,
aguardando a iminente chegada.
Chegada esta incógnita,
anjos ou demônios, qualquer um,
cairiam sobre mim.
A fúria ou a paz, ou seria, talvez,
a paz ou a fúria?
A luta atormenta a placidez
de uma mente cujo descanso é negado,
por seres celestiais ou infernais,
de olhos azuis ou muito verdes,
dedicando o tempo eterno do carrossel
para tamanha jornada.
E se o anjo tivesse na sua ternura
horário marcado, terreno delineado,
não seria melhor repousar na dedicação
incansável da tortura ininterrupta,
das colisões infernais de pensamentos,
sentimentos e fugas esquecidas,
esquecidas no tempo
em que o carrossel era um brinquedo
e o tempo, um relógio?
sábado, 7 de agosto de 2010
Semanal
Veio, como um anjo,
repleto de graça,
o sorriso de gestos simples
acendeu a alma minha.
Se não fosse breve
e levasse consigo
toda a alegria que irradia,
se não fossem as dúvidas
e o mal explicado.
As visitas nada periódicas,
a esporacidade do toque,
os baús e suas sete chaves,
escondidos sob sete palmos
de angustias e terra pobre,
tomam, aos poucos,
minhas razões, meus motivos,
meus caminhos, meu futuro...
repleto de graça,
o sorriso de gestos simples
acendeu a alma minha.
Se não fosse breve
e levasse consigo
toda a alegria que irradia,
se não fossem as dúvidas
e o mal explicado.
As visitas nada periódicas,
a esporacidade do toque,
os baús e suas sete chaves,
escondidos sob sete palmos
de angustias e terra pobre,
tomam, aos poucos,
minhas razões, meus motivos,
meus caminhos, meu futuro...
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Para um certo alguém
Ah, se eu fosse simples
e os compassos, quarternários,
se soubesse mais,
mais sobre palavras
e não fizesse do contraponto
meu principal argumento...
Ah, se eu indagasse será,
confundisse gigantes com dragões,
se ainda fosse cedo,
se o tempo não parasse
e a forma não fosse sonata...
Ah, se não fosse o pedantismo
de um mundo meu tão erudito,
talvez você soubesse menos,
menos sobre a matemática,
e mais sobre meu amor.
e os compassos, quarternários,
se soubesse mais,
mais sobre palavras
e não fizesse do contraponto
meu principal argumento...
Ah, se eu indagasse será,
confundisse gigantes com dragões,
se ainda fosse cedo,
se o tempo não parasse
e a forma não fosse sonata...
Ah, se não fosse o pedantismo
de um mundo meu tão erudito,
talvez você soubesse menos,
menos sobre a matemática,
e mais sobre meu amor.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Fantasia
Atrás daquela porta,
estão os lençóis
que aquecem a donzela.
Atrás daqueles olhos,
está o puro coração
que tomou para si meu amor.
Atrás dela,
está a fila de sonhos
à espera da realização.
Atrás de mim,
estão os estilhaços
dos espelho quebrados
no caminho da perdição.
Atrás daquele sorriso,
está a felicidade sincera
e simples de um dia ensolarado.
Atrás daquelas lágrimas,
a inconformação pueril
com o errado.
Atrás daqueles suspiros,
a paixão que encontrei
sob os destroços de meu passado.
estão os lençóis
que aquecem a donzela.
Atrás daqueles olhos,
está o puro coração
que tomou para si meu amor.
Atrás dela,
está a fila de sonhos
à espera da realização.
Atrás de mim,
estão os estilhaços
dos espelho quebrados
no caminho da perdição.
Atrás daquele sorriso,
está a felicidade sincera
e simples de um dia ensolarado.
Atrás daquelas lágrimas,
a inconformação pueril
com o errado.
Atrás daqueles suspiros,
a paixão que encontrei
sob os destroços de meu passado.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Busca
Por mais que eu procurasse, até mesmo afoito e desesperado, sabia que tal busca era apenas uma desculpa para não deixar tudo ir pelos ares, somente algo em que pudesse me segurar. A desesperança colaborava com a condição de continuar sempre em frente, porque não havia um motivo para ficar parado, não havia alguém cujo abraço pudesse confortar, e o material sempre me foi mais do que desnecessário. Minha ambição era uma, e inatingível, procurei por 'a woman who's never never never been born'. É, Plant. Eu ganhei. Eu a encontrei, e você não.
Busca
Quantas histórias estão
escondidas por detrás
deste par de olhos que tanto
encantam os tolos meus?
Este encanto fez o canto
que apazigua e me recolhe
em braços brancos e mornos,
que dos descasos tomou
a tal oportunidade
de, gentil, levar-me aos céus,
entre nuvens combustíveis
e o horizonte inatingível,
a alva musa de meu ser
espera por este beijo
fugitivo que a persegue.
Mal sabe o anjo destes outros
desesperados anseios
correndo em sua direção,
desejosos de seu corpo,
de sua sussurrada voz,
de seu calor inerente,
de sua mão angelical,
de sua trêmula volúpia
inaudível ao pobre homem...
E no silêncio dos gritos
de um homem mais que insano,
imploro por tua presença,
pelo adormecer da alma
minha no seio tão lindo
desta sua inexistência.
Busca
Quantas histórias estão
escondidas por detrás
deste par de olhos que tanto
encantam os tolos meus?
Este encanto fez o canto
que apazigua e me recolhe
em braços brancos e mornos,
que dos descasos tomou
a tal oportunidade
de, gentil, levar-me aos céus,
entre nuvens combustíveis
e o horizonte inatingível,
a alva musa de meu ser
espera por este beijo
fugitivo que a persegue.
Mal sabe o anjo destes outros
desesperados anseios
correndo em sua direção,
desejosos de seu corpo,
de sua sussurrada voz,
de seu calor inerente,
de sua mão angelical,
de sua trêmula volúpia
inaudível ao pobre homem...
E no silêncio dos gritos
de um homem mais que insano,
imploro por tua presença,
pelo adormecer da alma
minha no seio tão lindo
desta sua inexistência.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Do finito infinito
A ideia de dois olhares dispersados
Em diversas cenas de iguais horizontes
Concebe o absoluto e sincero silêncio
Que nega a obrigação deste sentimento.
Aqui, qualquer formalidade é dispensável
também quaisquer sortes de solidão e angústia.
Seu sono e minha pressa são o meu tesouro,
meios de impor-lhe ao rosto o sorriso eterno.
Mas de que se vale o instante frente o eterno?
Veja o tempo crepuscular morto,
momento perdido para a escuridão.
Pois que o imortal chore a pureza do infindo!
Morro com o crepúsculo, pois contigo
o instante é contínuo e se chama paixão.
Em diversas cenas de iguais horizontes
Concebe o absoluto e sincero silêncio
Que nega a obrigação deste sentimento.
Aqui, qualquer formalidade é dispensável
também quaisquer sortes de solidão e angústia.
Seu sono e minha pressa são o meu tesouro,
meios de impor-lhe ao rosto o sorriso eterno.
Mas de que se vale o instante frente o eterno?
Veja o tempo crepuscular morto,
momento perdido para a escuridão.
Pois que o imortal chore a pureza do infindo!
Morro com o crepúsculo, pois contigo
o instante é contínuo e se chama paixão.
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