Todas aquelas noites solitárias,
quando nossas asas doíam demais
para alcançar quaisquer relentos,
já têm seus obituários prontos?
Vendemos histórias cujas morais
nunca sequer cogitamos para nós
e as publicamos em lápides singelas
de sentimentos natimortos.
No meio do caminho, entre um porém
e um entretanto, por ali, aprendemos.
Transformamos epitáfios sinistros
em inspiração neófita nesse mundo
tão cheio de ideias aleatórias:
em amores eternamente declarados.
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domingo, 20 de outubro de 2013
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Halfman
Look there, there's half a man
stranded in between invisible lines
he used to ride as he would.
Would that his words mattered
but only enough to straigh him
back to that old lane of his...
stranded in between invisible lines
he used to ride as he would.
Would that his words mattered
but only enough to straigh him
back to that old lane of his...
terça-feira, 8 de maio de 2012
Uma rua
Acordei, meio que em transe.
Perguntei-me o que era isso,
que isso era a tal alegria,
que era isso, triste e vazia
rua que segue sozinha,
imperturbável em sua
jornada sem um início,
um meio, um fim, um propósito.
Acordei, meio que em trânsito.
Em meio aos carros, na rua,
rua que segue sozinha,
imperturbável em sua
jornada sem um início,
um meio, um fim, um propósito.
Acordei, meio que em transe,
no meio desta rua só
há tudo que sei querer,
nesta rua desgostosa,
onde não experimentei
nada, exceto nada mesmo.
Segui a rua, tão sozinha,
deixada por seus sabores,
por seus amores e dores,
nela nao experimentei
nada, exceto a caminhada.
Acordei, meio que em trânsito,
perambulando na vida,
sem gosto na minha boca,
sem calor neste meu peito,
perambulando na rua,
rua que segue sozinha,
imperturbável em sua
jornada sem um início,
um meio, um fim, um propósito.
Acordei, meio que em transe,
para ver o que era isso,
tamanha alegria, tão
estranha a esta minha rua,
rua que segue sozinha,
imperturbável em sua
jornada sem um início,
com uma história para contar,
desta tão grande alegria,
sem meio, sem fim, sem propósito.
domingo, 8 de abril de 2012
Resenha
Hoje vou resenhar meus ídolos numa canção:
já que posso tocar meus sonhos com as mãos,
vou fazer chover a tinta que tinge nosso céu.
E daí que a alma congelou? Tiro o chapéu
para tanta liberdade embutida nas palavras
ditas sobre tanta inspiração desmanchada.
Tantas restrições em um coração que não bate mais,
tanto medo, receio que me tira a paz:
Decidi que tudo isso também não me importa,
vou resenhar o coração de gente morta.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Toda a felicidade
Um ponto de luz brilhou no céu,
atraiu sua atenção e lhe roubou a alma.
Cansaço e perplexidade
ferem-lhe o corpo,
a voz adormecida desintegrou-se
em pedaços do sonho assistido
por maquinarias e informações,
seu desejo é o consumo
de tudo que não me faz sentido...
O ponto de luz brilhou no céu,
acima de nossas cabeças,
mas não foi uma idéia brilhante.
O ponto de luz foi a felicidade,
e nossa felicidade
é a programação neurolinguística.
atraiu sua atenção e lhe roubou a alma.
Cansaço e perplexidade
ferem-lhe o corpo,
a voz adormecida desintegrou-se
em pedaços do sonho assistido
por maquinarias e informações,
seu desejo é o consumo
de tudo que não me faz sentido...
O ponto de luz brilhou no céu,
acima de nossas cabeças,
mas não foi uma idéia brilhante.
O ponto de luz foi a felicidade,
e nossa felicidade
é a programação neurolinguística.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Prelúdio do esquecimento
Poderia dos bens esquecer-me,
crucificar-me - frio -
sobre o asfalto derretido,
mas sinto dizer que é muito tarde.
Milênios se passaram, nos míseros,
ínfimos instantes, da consolidação
até a desconstrução dos sonhos de areia
que padecem do vento e do frio.
Mas a noite escura há de chegar,
e rezo, imploro, que chegue a todos,
e mais de um entenderá, que a morte,
tão bela e alegre, há de se eternizar.
crucificar-me - frio -
sobre o asfalto derretido,
mas sinto dizer que é muito tarde.
Milênios se passaram, nos míseros,
ínfimos instantes, da consolidação
até a desconstrução dos sonhos de areia
que padecem do vento e do frio.
Mas a noite escura há de chegar,
e rezo, imploro, que chegue a todos,
e mais de um entenderá, que a morte,
tão bela e alegre, há de se eternizar.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Por nada
Não era de meu conhecimento
que fins distintos ajudariam
na formação de novos,
que primeiras, segundas,
terceiras e milésimas tentativas
eram sempre diferentes,
que fracassos e mortes
tornariam plausíveis vidas inúmeras.
Não sabia que o bem que não fiz
voltaria para me assombrar,
rechaçando qualquer tépida chance
de um momento feliz...
que fins distintos ajudariam
na formação de novos,
que primeiras, segundas,
terceiras e milésimas tentativas
eram sempre diferentes,
que fracassos e mortes
tornariam plausíveis vidas inúmeras.
Não sabia que o bem que não fiz
voltaria para me assombrar,
rechaçando qualquer tépida chance
de um momento feliz...
domingo, 20 de junho de 2010
Palavras e pausas
Algumas palavras, simples e coesas,
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Odeio meus versos livres.
simplesmente não deveriam ser ouvidas.
O silêncio, algumas vezes, é tudo
o que é capaz de ligar dois entes...
Quando o silêncio se perde,
e as palavras proferidas não deveriam ser ouvidas,
nada mais resta:
os milagres punem e os pecados salvam.
De nossa salvação, restou o pecado,
de nossa dor, o milagre,
de nós, o passado.
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Odeio meus versos livres.
sábado, 24 de abril de 2010
Interpreta-me
Anti-comercial e politicamente incorreto (através de metáforas, é claro)
Interpreta-me
Sou um verso livre, natural e deformado.
Sou um protótipo de cachoeira
Culminado num esgoto de ofensas,
Podre e fétido como estes que interpretam
Minha humilde presença
De todos estes aqui expostos,
Choro pelos renegados que fugiram
Para a batalha pela aceitação do mundo,
Antes que percebessem que o lugar é imundo
De tantas dores, tantos fracassos
Tantos amores, tantos fiascos...
Sou o riacho deformado do São Francisco,
Presumo que sejas tu o imponente Nilo
Mas tu não me subjugas, bastardo.
Teu parto foi longo e doloroso,
Teu sono em putrefação é amargo,
Teus olhos só brilham quando pelo sol cegados.
Ora, interpreta-me aqui, pois nasci
Do nada, e a ele retorno quando quero.
Cresci sozinho, em uma pequena explosão,
E meus olhos se escondem do sol
Para guiar-te na escuridão.
Interpreta-me
Sou um verso livre, natural e deformado.
Sou um protótipo de cachoeira
Culminado num esgoto de ofensas,
Podre e fétido como estes que interpretam
Minha humilde presença
De todos estes aqui expostos,
Choro pelos renegados que fugiram
Para a batalha pela aceitação do mundo,
Antes que percebessem que o lugar é imundo
De tantas dores, tantos fracassos
Tantos amores, tantos fiascos...
Sou o riacho deformado do São Francisco,
Presumo que sejas tu o imponente Nilo
Mas tu não me subjugas, bastardo.
Teu parto foi longo e doloroso,
Teu sono em putrefação é amargo,
Teus olhos só brilham quando pelo sol cegados.
Ora, interpreta-me aqui, pois nasci
Do nada, e a ele retorno quando quero.
Cresci sozinho, em uma pequena explosão,
E meus olhos se escondem do sol
Para guiar-te na escuridão.
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