Mostrando postagens com marcador idealismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador idealismo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Alegoria

Me apaixonei por palavras
que contavam de luzes e olhares,
não havia então remédio
que me livrasse destes pesares.
Tão livre, ah, tão livre...
Tao livre quanto jamais desejara ser,
dançava entre correntes
presas à beira do muro,
à beira do mundo...
milhares de anos margearam
a paixão e suas palavras
que como esquecidas em retratos
de cenas imemoráveis,
guardaram seu sorriso,
ah, seu sorriso fraseado,
dentro de mim,
em meus textos palavreados...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Prelúdio do esquecimento

Poderia dos bens esquecer-me,
crucificar-me - frio -
sobre o asfalto derretido,
mas sinto dizer que é muito tarde.

Milênios se passaram, nos míseros,
ínfimos instantes, da consolidação
até a desconstrução dos sonhos de areia
que padecem do vento e do frio.

Mas a noite escura há de chegar,
e rezo, imploro, que chegue a todos,
e mais de um entenderá, que a morte,
tão bela e alegre, há de se eternizar.

domingo, 21 de novembro de 2010

Tão, tão distante...

Quando o amanhecer preludia o dia ainda por vir,
os olhos insones contemplam este inferno:
o meu acordar sem sentir teu corpo bulir,
a tua respiração quente e o teu toque terno.

Se fosses tu desnecessária ao meu viver,
se fosses tu somente a feliz ilusão,
poderia desfazer-me de meu bem-querer
e ansiar por minha auto-destruição.

Forjado no sangue carmesim pelo fogo,
o duelo da paixão e da dor forma um jogo
cujo vil dever é fazer sacrificar

Cada parte desta nossa ingênua saudade,
que, sabemos, é maior que a realidade,
como este amor que nos permite respirar.

sábado, 10 de julho de 2010

Primeiras Impressões

A noite era cálida, solene. Muitos passavam à minha frente, aos meus lados e acredito que até atrás de mim, embora fosse difícil provar, mas nada fora do comum, nada extraordinário que pudesse lembrar remotamente meus arquétipos de felicidade. Sentei-me ao bar, com uma bebida na mão, e observei atento o vai e vem de pessoas através das portas. Meus olhos pesavam entediados quando novamente a porta se abriu, e naquele breve instante, pude ouvir cada murmúrio das gotas d’água que atingiam o chão, cada uma delas trazendo a sublime mensagem sobre a torrente avassaladora que me consumiria. O mundo encolheu, tornou-se mais simples, menos clássico ou erudito. Meu mundo adentrou a terra do sonhar, do ideal, do perfeito, do mais singelo equilíbrio. Seu corpo esguio, seus longos cabelos dourados, suas faces angelicais... Meu mundo colidiu com o de um serafim de asas partidas, que delicadamente chamava minha atenção. Mas quantas linhas mais poderiam durar aqueles milésimos de segundos referentes á minha jornada até o paraíso?
Meu anjo de asas espatifadas olhou-me direto nos olhos, e como se atravessasse minha alma, conheceu-me desde menino, e fez de mim um moleque. Apenas um mísero, ou talvez humilde, moleque cujas faces tingiram-se com a cor do sangue.
Por Deus, persigo aqueles olhos castanhos desde então, procurando a coragem para ser simplesmente verdadeiro.
“Com licença, não quero te assustar, mas... É que... Pela primeira vez eu tenho certeza disso...” O comum face ao absoluto é tímido.
“Simplesmente te amo.” – e me satisfaço neste mero ato de te amar.

sábado, 3 de julho de 2010

Hoje

Pensei há pouco: e se hoje não acabar?
Amanhã talvez não valesse a pena,
talvez seu sorriso não durasse
e sua alegria não fosse plena.

Se  hoje não acabar,
o céu permanecerá muito azul,
as estrelas brilharão tanto quanto ontem,
a lua encontrá o sol
e ambos dividirão a mesma luz.

Mas ponteiro rebelde corre,
o sol cai, a lua sobe,
as estrelas brilham como nunca
e encobertas pelas nuvens morrem,
em suspiros agonizantes da meia noite
preconizam minha absoluta conclusão:
a frieza da ausência só se equipara ao toque de sua mão.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A última vez que ouvi "eu te amo"

Nós acreditávamos
que o futuro seria melhor,
a esperança
seria a última a morrer
e nós desejávamos
para mais que um.
A união não se resumia a dois,
as mãos se apertavam
em correntes inquebráveis,
a dor dava lugar a idéias.
Sentia você ao longe,
não admitia mentiras
e dedicávamos nossas almas.
Amávamos Sophia e seus amantes
em nossas inesquecíveis orgias,
agora ofuscadas
pelo oblívio e pelo tempo.
--------------------------
Leiam a letra da música que está tocando, vale a pena. É uma das mais bonitas que já vi. =)
http://letras.terra.com.br/bad-religion/2989/traducao.html

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Tudo

Eu queria,
naquelas noites de outono,
esperar o frio morrer
e aquecer meus medos
com sua voz e sua mão.
Fazer do dia o para sempre,
do começo, o infinito
do inverno, o nosso verão.
Encostar-me na parede,
puxar pelo braço um abraço,
e recluso permanecer...
Ah, como eu queria,
queria ser tudo,
que talvez seja nada
do que você queria ter.

sábado, 19 de junho de 2010

Segredos

Sou criança idealista, apaixonada. Encantada com as simplicidades mais simples do cotidiano mais diário. Mas a todos vocês, jamais me surpreendo, jamais me curvo, jamais sorrio. Sou homem bufão, romântico. Faria de tudo pelo sorriso de minha lagarta listada. Sou jovem rebelde, incompreendido e incompreensível. Não consigo conceber a idéia de ser tão diferente e tão igual ao mesmo tempo. Sou moleque idealista, assustado. Com medo de encarar o mundo, perplexo, e desabar frente às vicissitudes ainda não enfrentadas.