quinta-feira, 17 de junho de 2010

O descompasso e o fim abrupto

Se minha tão querida oitava é inacabada,
diga como entao deveríamos viver?
Se tal perfeição não será perpetuada,
diga-me porque nós deveríamos viver...

Se as notas só param quando o onírico surge,
se os dias só rastejam enquanto a noite morre,
se esta mente repudia a ideia e o peito urge,
se nem mesmo a ti este desespero recorre,

Diga porque nós deveríamos viver...

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